COSTA, Françoá, A Igreja de Jesus Cristo. Eclesiologia Hoje, São Paulo: Cultor de Livros, 2020, 352 p.

COSTA, Françoá, Jesus Cristo, o único Salvador, São Paulo: Cultor de Livros, 2019, 511 p.

E se eu não fosse católico...

Se eu não fosse católico, eu não seria nada. Isto é, tenho tanta certeza de que a Igreja Católica é a única verdadeira que se eu não fosse católico não iria para nenhuma outra. Ter a cabeça em cima do pescoço, coisa rara hoje em dia, conserva-me em bom senso; a fé me mantém católico, apesar dos pesares; o otimismo da fé me mantém alegre, ainda que eu tenha motivos para entristecer-me.

Nem ameaças de panteísmo, nem qualquer inculturação equivocada da fé, nem compreensões da família a partir de situações concretas que esquecem o matrimônio como fundamento, nem clérigos problemáticos, nem cães que não ladram, nem eclesiásticos revolucionários, nem religiosos revoltados, nem reportagens de revistas, nem os omissos de todos os tempos, nem os meus próprios pecados… nada me separará do amor de Deus que está em Jesus Cristo nem desse barco seguro de salvação chamado Igreja Católica, por mais que haja momentos em que parece que a barquinha de Pedro irá afundar a qualquer momento.

Não. Eu não falaria mal da Igreja se, por absurdo ou por fraqueza, eu a deixasse. Não valeria a pena, pois ela não representaria nada mais para mim. Seria, portanto, perder o meu tempo combater a Igreja. Se eu não fosse católico, eu não seria nada, a Igreja Católica seria para mim como a floresta de Branca de Neve e dos 7 anões, da qual nem valeria a pena falar seriamente exatamente por seu caráter lendário.

Graças a Deus, sou católico.
Eu, Pe. Françoá