C. S. Lewis, Até que tenhamos rostos. A releitura de um mito

Neste ano (2017), os leitores de C. S. Lewis tiveram a alegria de que o livro Till we have faces. A mith retold (1955) finalmente chegasse ao Brasil, publicado pela editora Ultimato, foi traduzido com o título “Até que tenhamos rostos. A releitura de um mito”. Li esse livro há muito tempo atrás na língua espanhola e posso dizer que é verdadeiramente importante, não somente para conhecer o pensamento de Lewis, mas também para recebermos uma ajuda na descoberta do nosso verdadeiro rosto. Talvez não seja necessário dizer que esse era o livro preferido do próprio Lewis entre os que ele escreveu.

Expressões marcantes do livro podem ser essas: “Compreendi muito bem porque os deuses não nos falam abertamente nem nos deixam responder. Enquanto essas palavras não podem ser-nos arrancadas, por que iriam a prestar ouvidos às muitas palavras que acreditamos querer dizer? Como vão mostrar-se ante nós cara a cara enquanto não tenhamos rosto?” Ou seja, se não somos nós mesmos, se não nos conhecemos, como colocar-nos cara a cara com os deuses? Isso é apenas mitologia, mas sem dúvida essa mitologia é expressão daquilo que todo ser humano leva em si pelo verdadeiro Deus e pela verdadeira religião e pela verdadeira Igreja: “Agora sei, Senhor, porque não te pronuncias. Tu mesmo és a resposta. Diante do teu rosto, as interrogações se desvanecem”.

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