Philip FREEMAN, Alexandre o Grande

“Quase não existe país no mundo sem suas próprias narrativas sobre o Grande Rei Alexandre. Mas, assim como na Pérsia, nem todos ao longo da história o viram sob uma luz positiva. O poeta italiano Dante colocou-o no sétimo círculo do Inferno, cozinhando eternamente no sangue dos outros, o qual ele foi sempre tão pródigo em derramar. Muitos outros desde então têm concordado que Alexandre não passou de um tirano assassino com um dom para o comando militar. As visões sobre Alexandre têm oscilado de um ponto a outro como um pêndulo ao longo dos séculos, dependendo do fluxo da história e da predisposição daqueles que a escrevem” (Freeman, pg. 334-335).

Por isso mesmo, fica aqui a indicação da obra de Freeman, professor de Estudos clássicos. O leitor verá algumas coisas assustadoras para a mentalidade atual, tais como a homossexualidade dos gregos (já denunciada por São Paulo em Rm 1) e a a crueldade para com os inimigos (típico de uma cultura que estava clamando por um Redentor); contudo, não podemos desprezar Alexandre, um dos maiores reis do mundo antigo. Conhecer sua história é incorporar à nossa formação cultural elementos que nos ajudarão a entender vários elementos do nosso mundo “moderno”.

Referência: FREEMAN, Philip, Alexandre o grande. Tradução de Marília Alves e Márcia Men. São Paulo: Amarilys, 2014, 384 pg.

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