Fiódor DOSTOIÉVSKI, Crime e Castigo, São paulo: Editora 34, 2009

Dostoiévski, Fiódor, Crime e castigo. Tradução de Paulo Bezerra. São Paulo: Editora 34, 6ª ed., 2009, 561 p.

A obra foi publicada em 1866. Neste livro, Dostoiévski nos apresenta um estudante de direito, pobre e levado pela angústia e pela necessidade que mata duas pessoas para roubar para suas necessidades. Para fazer isso ele tem uma teoria: assim como a história absolveu grandes homens, como Napoleão, poderia absolver também a ele dessa sua “falta necessária”. Ele, Raskólnikof, um assassino, terá redenção? Ele não se importa com o tema do arrependimento e da redenção, contudo a consciência não lhe deixa em paz.

Por outro lado, está Sônia, uma jovem que se prostituía unicamente para alimentar sua miserável família. E ela, terá redenção? Sim, Sônia era muito pura, apesar do seu pecado. Para ela, Deus é uma realidade e ela mesma quer a redenção, consciente de que não a merece.

Diante da miséria, afirma Rakólnikov, “o canalha do homem se habitua a tudo” (pg. 43). Porém, talvez o relato da ressurreição de Lázaro seja uma chave de interpretação nessa obra de Dostoiévski. De fato, Jesus amava Lázaro e o ressuscitou. No caso de Raskólnikof, sua redenção só pode vir pelo amor. Sônia parece ser esse ser capaz de sofrer por todos, inclusive deixando sua honra de lado para salvar os seus, e, no caso do jovem estudante, será também o amor abnegado e discreto de Sônia que vai redimi-lo.

Apesar da maldade das personagens, é impressionante como Dostoiévski consegue mostrar que até as pessoas mais más tem elementos de bondade, parece que através de uma espécie de  Sede de gente” (pg. 28) que as pessoas levam em si e, portanto,  desse desejo de fazerem o bem aos outros.

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