Ailbe J. Luddy, São Bernardo de Claraval

Ailbe J. LUDDY, São Bernardo de Claraval, Tradução de Eduardo Saló, São Paulo: Cultor de Livros, 2016, 756 p.

 

Ao terminar essa biografia, o leitor tem a impressão de que não somente conhece mais sobre São Bernardo, mas também mais sobre as suas obras, pois o livro se relaciona muito bem com os escritos do próprio Doutor Melífluo. Talvez você tenha ideia de que São Bernardo de Claraval foi importante, mas provavelmente não sabe o quanto ele foi tão importante. Essa biografia real e livre de exageros nos mostra um Bernardo muito humano e ao mesmo tempo muito servo de Deus, muito santo.

O ardor apostólico de Bernardo já se mostrou no começo de sua vocação cisterciense, pois ao entrar na Ordem Cisterciense, com apenas 22 anos, levou consigo 32 jovens para o Mosteiro. Seis irmãos de Bernardo foram com ele, no final até o seu pai vai virar monge. Contudo esse será apenas o começo de um mosteiro que, tendo Bernardo como abade, chegará a ter 700 monges. São Bernardo influenciou enormemente a Igreja e o mundo de sua época: rezou muito, propagou a ordem do Cister, pregou duas cruzadas, escreveu a regra dos Templários, dialogou com a Cartuxa de São Bruno, realizou muitos milagres, deu à Igreja muitos bispos e cardeais, e colocou até um dos seus no trono pontifício, o Papa Eugênio III. Enfim, amigo de santos, de reis e de todos os necessitados, São Bernardo faz com que até um rei se torne monge.

Enfim, São Bernardo de Claraval (1090-1153), uma figura providencial e essencial para a Igreja de seu tempo, doutor da Igreja e “martelo” de hereges, continua influenciando as nossas vidas através de suas orações de seus belos textos na Liturgia da Igreja.

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