Dietrich von Hildebrand: A nossa transformação em Cristo

Dietrich von Hildebrand, A nossa transformação em Cristo. Tradução de Osvaldo Aguiar. São Paulo: Cultor de Livros, 2017, 382 pg.

A disposição de mudar, que é fruto da graça de Deus e da vontade humana, encontra-se como meio equilibrado entre o extremo da inércia e do abandono, fruto da preguiça, e do outro extremo da violenta tendência para as alturas, fruto da presunção (cf. p. 29).

“Não é a força contida no ato de arrependimento que extingue a culpa,  mas apenas Cristo, graças a sua morte na cruz. O arrependimento abre o caminho por onde deve correr o sangue de Cristo, purificador de todas as culpas, e restabelece a união com ele, mediante a qual podemos participar nos frutos da sua ação salvadora, do seu poder de destruir os pecados” (p. 40).

Antes de tratar da virtude da humildade, que sintetiza em grande parte a nossa transformação em Cristo, o autor trabalha a disposição de mudar, o arrependimento, o conhecimento próprio, a verdadeira consciência, a simplicidade, o recolhimento e a contemplação. Para falar da humildade, o nosso autor observa o seu contrário: a soberba, que é o defeito primogênito do ser humano.

Tipos de soberba: 1) soberba satânica ou metafísica, a daqueles que ficam abismados no próprio eu e em tudo querem ser muito; 2) soberba científica, a daqueles que podem até aceitar certos valores, mas não acreditam em um Deus pessoal e absoluto; 3) os crentes vaidosos.

Termina o livro com a perspectiva do Reino que nos espera e para o qual nos encaminhamos (cf. p. 382)

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